A EVOLUÇÃO
Neste post analisaremos brevemente a evolução do rádio. Com a ajuda dos técnicos em rádio Caio Klein e Luiz Sperotto, conseguimos aprofundar um pouco essa questão. Afinal, como o rádio foi criado? Por quem? Como ele funciona hoje em dia e como agem as rádios atualmente para lidar com a tecnologia? Veremos todo o processo do rádio como aparelho eletrônico até a atualidade, onde o ponto da rádio digital torna-se aparente.
A INVENÇÃO DO RÁDIO
Gugliemo Marconi, cientista italiano, é considerado o inventor do rádio – nasceu em 1874, na cidade de Bolonha. Desde sempre, demonstrou interesse pela área da eletricidade e da física. Foi em 1895, então com 21 anos, que Marconi realizou suas primeiras experiências radiofônicas. Obviamente, com aparatos rudimentares, em uma casa no campo que pertencia ao seu pai. O sucesso foi obtido apenas parcialmente, mas foi crucial para o início da empreitada.
O projeto para pôr o rádio em prática foi recomeçado a partir do momento em que Marconi, sem ter o apoio necessário do governo italiano, rumou para a Inglaterra no ano seguinte. Devido aos interesses comerciais dos ingleses, o projeto pode ser posto em prática de maneira mais assídua.
Após experiências, Marconi foi convidado pelo governo de seu país a regressar à Itália. Então, pode finalmente instalar uma estação (foi em Spezia, para comunicação com navios de guerra). Nesse momento, a marca de 20 quilômetros foi atingida e Marconi recebeu o prêmio Nobel de Física, juntamente com Karl Ferdinand Braun, no ano de 1909.
1920 – Gugliemo Marconi realiza a primeira irradiação musicada;
1922 – Marconi consegue, pela primeira vez, alcançar a Austrália da Inglaterra (transmissão por centelha);
1931 – Foram transmitidos sinais de rádio que ligaram o comutador geral da iluminação do monumento do Cristo Redentor, erguido no Alto do Corcovado, no Rio de Janeiro;
Gugliemo Marconi, em 1937, falece na cidade de Roma, aos 63 anos de idade.
UM CONTRAPONTO: PADRE ROBERTO LANDELL DE MOURA
Seu nascimento ocorreu em Porto Alegre, em 1862. O padre gaúcho Roberto Landell de Moura desenvolveu um aparelho que transmitia e também recebia voz humana sem qualquer necessidade de fios condutores. A primeira experiência nesse sentido, realmente, aconteceu antes de Marconi: no ano de 1893, em São Paulo – mas somente em 1900, Landell de Moura consegueria a patente brasileira de seu invento. Após um ano, sem qualquer apoio do governo brasileiro, parte rumo aos Estados Unidos, onde consegue mais uma patente: a do telégrafo sem fio, um telefone sem fio que transmite ondas. Aos 66 anos, tachado de louco, Roberto Landell de Moura morre em sua cidade natal, no dia 30 de junho de 1928. Para alguns, é este o inventor do rádio que hoje conhecemos.
Abaixo, entrevista com Luiz Sperotto sobre o invento. Clique na gravura abaixo:

O RÁDIO E A PERSPECTIVA DE MUDANÇA
Podemos dizer que o rádio, hoje, é uma incógnita. Não se sabe ao certo o seu futuro. Alguns apostam na sua migração para a Internet, outros não veem chance de uma mudança muito radical. É uma discussão que ultrapassa o campo do jornalismo e suas várias mídias. O fato é que as grandes rádios pouco se transformaram até então.
“A base continua como sempre”, é o que afirma Caio Klein, Gerente Técnico das Rádios da RBS. Klein se refere ao manuseio e tratamento das aparelhagens de rádio, e das próprias aparelhagens em si, que ainda são as mesmas. Normalmente, esses aparelhos vêm do exterior: “Japão ou Estados Unidos”, garante Klein, que garante que possuem uma grande gama de fornecedores, normalmente de fora.
Luiz Sperotto, diretor técnico da rádio da UFRGS, também é enfático nesse ponto: “Os melhores aparelhos não são oriundos do Brasil. Digamos que eu seja um dono de uma rádio, e tenha dinheiro pra gastar em aparelhagem, eu até posso montar minha rádio 100% nacional, mas a qualidade se reduzirá a 80%”.
Há meses está sendo travada a discussão em torno da rádio digital. As emissoras de rádio digital prometem música sem ruído algum, transmitida por milhares de quilômetros de distância no espaço. Por enquanto, a rádio digital no Brasil inexiste. O modelo nem sequer foi definido pelo Governo Federal, que estuda a tecnologia americana Iboc e o modelo DRM europeu. Sabe-se apenas que o rádio digital brasileiro será híbrido, porque nenhum dos modelos existentes no mundo atende às necessidades do país. No momento, algumas emissoras realizam testes com a Iboc americana.
Luiz Sperotto fala sobre a realidade do rádio. Clique na figura abaixo:

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ALLAN KUWER;
FELIPE DALLA VALLE;
IVÁN ANGUES;
JOSÉ ZANANDRÉA.