A VOZ DA COMUNIDADE
De alcance máximo limitado a 1 Km, as rádios comunitárias se abrigam como emissoras que podem ser sintonizadas em Frequência Modular – ou seja, são um tipo especial de rádio FM. Os objetivos, normalmente, das RCs (trataremos RC como a forma abreviada de Rádio Comunitária), são proporcionar informação, cultura e entretenimento a pequenos grupos – bem como transmitir o que é de interesse para essas comunidades em especial. Ajustar condições para essa população específica ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela – abrindo oportunidades para divulgação de suas ideias, manifestações culturais, tradições e hábitos sociais – também é um ponto forte a ser destacado nas rádios comunitárias.
IMPORTANTE: Uma RC não pode ter fins lucrativos ou inserir propagandas comerciais.
Apenas fundações e associações comunitárias, com sede na própria comunidade em que pretendem instalar o serviço, podem apoderar-se de uma legítima RC. É bom lembrar que os dirigentes devem ser maiores de idade e brasileiros natos ou naturalizados. Suas fundações ou associações não podem ter ligação alguma com outras instituições.
Os candidatos devem obter uma autorização para rádio comunitária e preencher um formulário (Formulário de Demonstração de Interesse) que deve ser enviado a Brasília (Ministério das Comunicações).
NOTA: A estação de rádio comunitária deve operar com potência de transmissão irradiada máxima de 25 watts.

VOCÊ CONHECE OU JÁ OUVIU FALAR EM ALGUMA RÁDIO COMUNITÁRIA?
* O gráfico acima é resultado de uma pesquisa realizada no dia 28/05/2009 com cem pessoas no Campus Central da PUCRS.
O COMEÇO
Em função das limitadas possiblidades de ocupação de espaços em emissoras comerciais pelos grupos populares, a utilização de altofalantes consolidaram a voz das comunidades nos grandes centros brasileiros nos anos 80. A legislação de radiodifusão também impedia o acesso desses grupos às concessões. Era o início das rádios comunitárias.
UMA REALIDADE
As rádios comunitárias têm caráter voluntário na montagem das equipes. Boa parte das RCs dispõem de infraestrutura precária, indisponibilidade de recursos financeiros e acabam isoladas e com quase nenhuma perspectiva de continuidade. Por vezes, são confundidas com outro tipo de rádio. “As grandes cadeias de rádios privadas referem-se às rádios comunitárias como rádios piratas”, afirma Neka Machado, professora de Comunicação Comunitária da PUCRS. Abafar o papel das RCs tem sido um ato praticado por rádios privadas, que temem perder investimentos publicitários da iniciativa pública.
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ALLAN KUWER;
FELIPE DALLA VALLE;
IVÁN ANGUES;
JOSÉ ZANANDRÉA.