O COMPANHEIRO RÁDIO
O rádio é o fiel companheiro de milhões de pessoas no Brasil e no mundo, que nele buscam informação, diversão e, em muitos casos, um motivador que ganha à forma de amigo em momentos de solidão. Tanto para o homem do campo, que ainda consegue ouvir rádio no início da manhã sossegado antes de começar a trabalhar, quanto para os indivíduos que habitam grandes metrópoles, e que mesmo na correria do início de um novo dia não deixam de acompanhar as primeiras informações, seja dentro do metrô, no ônibus lotado ou nas ruas a caminho do trabalho. Em simples deslocamentos de um lugar a outro, os mais diversos modelos de aparelho radiofônico se fazem presentes.
Mesmo com seus relatos, muitas vezes, de desgraças, sua voz (a do rádio) é solidária, é companheira, é auxiliadora. O ouvinte começa a ouvir determinado programa e dele não desgruda mais por todo o resto da vida. Torna-se um compromisso quase de interação humano com humano. Mas o que é o rádio senão uma forma de humanizar as pessoas. De dar o direito a plena informação e formação da razão?
Segundo Paulo Ricardo Cardoso Gualtieri, 53 anos, porteiro de condomínio de Porto Alegre, o rádio é uma forma de distração para ele, que trabalha por 12 horas no turno da noite: “Eu escuto música de todos os tipos. Tenho um gosto que vai do sertanejo, passa pela música popular e chega ao internacional. Tem que ter um barulho que distraia a gente, para poder passar as horas.”
Assista abaixo a entrevista com Paulo Ricardo Cardoso Gualtieri:
Parte1:
Parte 2:
Para Leandro Czubinski, 21 anos, estudante de informática da Faculdade Dom Bosco, o ato de ouvir rádio foi influência do pai que, desde quando o filho era pequeno, ligava o aparelho perto dele para escutar jogos de futebol e noticiários: “Gosto muito de ouvir os programas de emissoras do Rio e de São Paulo, como a Jovem Pan. Faço isso através da Internet. Mas também curto programas das rádios de Porto Alegre. São interessantes.” Leandro alia internet com o “antigo” hábito de ouvir rádio.
A história da evolução humana mostra que os animais já usavam sinais para obter comunicação. Portanto o sistema de comunicação constrói laços que, além de trazerem conhecimento, agregam e acompanham as pessoas. Isso ocorre em tantos outros veículos além do rádio. Guilherme Baumhardt, editor-chefe da BAND NEWS FM, utiliza uma expressão de Michel Ferres para definir o vínculo concebido pela comunicação: “Se ‘eu penso, logo existo’, ‘eu me religo, logo sou’.
Assista abaixo a entrevista com Ernani de Souza Silva:
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ALLAN KUWER;
FELIPE DALLA VALLE;
IVÁN ANGUES;
JOSÉ ZANANDRÉA.