O COMPANHEIRO RÁDIO

Posted in Uncategorized on junho 26, 2009 by ondacurta

O rádio é o fiel companheiro de milhões de pessoas no Brasil e no mundo, que nele buscam informação, diversão e, em muitos casos, um motivador que ganha à forma de amigo em momentos de solidão. Tanto para o homem do campo, que ainda consegue ouvir rádio no início da manhã sossegado antes de começar a trabalhar, quanto para os indivíduos que habitam grandes metrópoles, e que mesmo na correria do início de um novo dia não deixam de acompanhar as primeiras informações, seja dentro do metrô, no ônibus lotado ou nas ruas a caminho do trabalho. Em simples deslocamentos de um lugar a outro, os mais diversos modelos de aparelho radiofônico se fazem presentes.

Mesmo com seus relatos, muitas vezes, de desgraças, sua voz (a do rádio) é solidária, é companheira, é auxiliadora. O ouvinte começa a ouvir determinado programa e dele não desgruda mais por todo o resto da vida. Torna-se um compromisso quase de interação humano com humano. Mas o que é o rádio senão uma forma de humanizar as pessoas. De dar o direito a plena informação e formação da razão?

Segundo Paulo Ricardo Cardoso Gualtieri, 53 anos, porteiro de condomínio de Porto Alegre, o rádio é uma forma de distração para ele, que trabalha por 12 horas no turno da noite: “Eu escuto música de todos os tipos. Tenho um gosto que vai do sertanejo, passa pela música popular e chega ao internacional. Tem que ter um barulho que distraia a gente, para poder passar as horas.”

Assista abaixo a entrevista com Paulo Ricardo Cardoso Gualtieri:

Parte1:
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Parte 2:
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Para Leandro Czubinski, 21 anos, estudante de informática da Faculdade Dom Bosco, o ato de ouvir rádio foi influência do pai que, desde quando o filho era pequeno, ligava o aparelho perto dele para escutar jogos de futebol e noticiários: “Gosto muito de ouvir os programas de emissoras do Rio e de São Paulo, como a Jovem Pan. Faço isso através da Internet. Mas também curto programas das rádios de Porto Alegre. São interessantes.” Leandro alia internet com o “antigo” hábito de ouvir rádio.

A história da evolução humana mostra que os animais já usavam sinais para obter comunicação. Portanto o sistema de comunicação constrói laços que, além de trazerem conhecimento, agregam e acompanham as pessoas. Isso ocorre em tantos outros veículos além do rádio. Guilherme Baumhardt, editor-chefe da BAND NEWS FM, utiliza uma expressão de Michel Ferres para definir o vínculo concebido pela comunicação: “Se ‘eu penso, logo existo’, ‘eu me religo, logo sou’.

Assista abaixo a entrevista com Ernani de Souza Silva:

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CURSOS PREPARATÓRIOS QUALIFICAM O RÁDIO

Posted in Uncategorized on junho 12, 2009 by ondacurta

Diante das reais dificuldades impostas pelo mercado de trabalho, que, para a área da comunicação, não está
favorável, nota-se uma tendência: a vaga é ocupada por aquele profissional que mais se especializou. No rádio não é diferente. Apesar de ser um veículo de comunicação, não é regra que estudantes dessa área se apropriem da função de radialista – principalmente em rádios FM –, o que é fator de mais concorrência. Fazendo um balanceamento, tem-se que a profissão de jornalista só não basta para o exercício de funções no rádio. Ou, então, basta desde que haja experiência na área adquirida dentro da faculdade ou em cursos em separado, como é o caso da Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura, a FEPLAM. “Jornalista é uma coisa, radialista é outra”, explica Sérgio Reis, radialista e professor da FEPLAM. Resumindo, muitos estudantes se engajam firmemente a isso, com a certeza de, no mínimo, vantagens no futuro.

Abaixo, trecho de entrevista onde Sérgio Reis exemplifica diferenças entre jornalistas e radialistas:

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UM CASO INTERESSANTE

Um caso em especial chama a atenção para a importância da FEPLAM: é o do aluno Saul Adami, 22 anos, que mora em Caxias do Sul, na serra gaúcha, e vai para Porto Alegre todas as quartas-feiras para ter aula. Ao chegar do trabalho, ainda em Caxias, às duas horas da manhã, tem que tomar o ônibus às seis para chegar na capital.

Everton Medeiros, 28 anos, outro aluno da FEPLAM – e locutor da rádio Vila Nova, de Porto Alegre –, concedeu entrevista juntamente com Adami. Ao ser questionado sobre a importância do curso, foi direto ao dizer que, sim, é muito importante. No entanto, acredita que somente o curso não é o suficiente: “só o curso não basta, pois trabalha somente o básico”. Ideia não compartilhada por Adami, que se diz preparado apenas com o curso da FEPLAM. Ele ainda completa: “quando morava em Santa Catarina, procurei cursos em Criciúma e Tubarão, mas não encontrei. O interesse dos jovens está voltado para trabalhos com mídia on-line, não mostrando muito interesse em rádio”.

Acompanhe abaixo entrevista realizada com os dois alunos:

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A FEPLAM

Sérgio Reis comenta o perfil dos alunos da FEPLAM, no vídeo abaixo:

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A Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura é uma instituição de ensino relativamente antiga – foi fundada em 1967. Tem tradição e é bastante procurada por estudantes (ou não) de comunicação que gostariam de seguir carreira em rádio. Segundo o site, teve origem nos movimentos de educação não-formal da América Latina, que buscam a utilização dos meios de comunicação para difundir a educação […] firmou-se como entidade educacional com atuação no campo da tele educação e na educação não-formal de jovens.

O professor de operação de áudio da FEPLAM, Rogério Barbosa, mostra, no vídeo abaixo, um pouco do funcionamento da escola:

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“A maioria das emissoras querem mão-de-obra barata. Por lei é obrigatório que as rádios contratem quem é radialista. O curso da FEPLAM é um acesso”. Sérgio Reis.


O RÁDIO E AS MÍDIAS MAIS NOVAS

Se sabe que a comunicação engloba diversas mídias, e o jornalista tem algumas opções quando está por começar a carreira. Há o rádio, o tele e o webjornalismo – além do jornalismo em redações tradicionais de jornal. Tudo isso constitui várias mídias, e abre espaço para jornalistas multimídias (que utilizam todas essas mídias de maneira conjunta). Com isso, tem-se que tais mídias agem de maneira mútua. Entretanto, por muitas vezes se falou no fim de duas em especial: a do rádio, quando da invenção da tevê, e a do jornal em formato físico. O segundo é uma discussão mais atual, com a vinda da Internet.

O radialista Sérgio Reis, terminando, por fim, esta postagem, explana sobre o assunto no vídeo a seguir:

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A VOZ DA COMUNIDADE

Posted in Uncategorized on maio 29, 2009 by ondacurta

De alcance máximo limitado a 1 Km, as rádios comunitárias se abrigam como emissoras que podem ser sintonizadas em Frequência Modular – ou seja, são um tipo especial de rádio FM. Os objetivos, normalmente, das RCs (trataremos RC como a forma abreviada de Rádio Comunitária), são proporcionar informação, cultura e entretenimento a pequenos grupos – bem como transmitir o que é de interesse para essas comunidades em especial. Ajustar condições para essa população específica ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela – abrindo oportunidades para divulgação de suas ideias, manifestações culturais, tradições e hábitos sociais – também é um ponto forte a ser destacado nas rádios comunitárias.

IMPORTANTE: Uma RC não pode ter fins lucrativos ou inserir propagandas comerciais.

Apenas fundações e associações comunitárias, com sede na própria comunidade em que pretendem instalar o serviço, podem apoderar-se de uma legítima RC. É bom lembrar que os dirigentes devem ser maiores de idade e brasileiros natos ou naturalizados. Suas fundações ou associações não podem ter ligação alguma com outras instituições.
Os candidatos devem obter uma autorização para rádio comunitária e preencher um formulário (Formulário de Demonstração de Interesse) que deve ser enviado a Brasília (Ministério das Comunicações).

NOTA: A estação de rádio comunitária deve operar com potência de transmissão irradiada máxima de 25 watts.

VOCÊ CONHECE OU JÁ OUVIU FALAR EM ALGUMA RÁDIO COMUNITÁRIA?

VOCÊ CONHECE OU JÁ OUVIU FALAR EM ALGUMA RÁDIO COMUNITÁRIA?

* O gráfico acima é resultado de uma pesquisa realizada no dia 28/05/2009 com cem pessoas no Campus Central da PUCRS.


O COMEÇO

Em função das limitadas possiblidades de ocupação de espaços em emissoras comerciais pelos grupos populares, a utilização de altofalantes consolidaram a voz das comunidades nos grandes centros brasileiros nos anos 80. A legislação de radiodifusão também impedia o acesso desses grupos às concessões. Era o início das rádios comunitárias.


UMA REALIDADE

As rádios comunitárias têm caráter voluntário na montagem das equipes. Boa parte das RCs dispõem de infraestrutura precária, indisponibilidade de recursos financeiros e acabam isoladas e com quase nenhuma perspectiva de continuidade. Por vezes, são confundidas com outro tipo de rádio. “As grandes cadeias de rádios privadas referem-se às rádios comunitárias como rádios piratas”, afirma Neka Machado, professora de Comunicação Comunitária da PUCRS. Abafar o papel das RCs tem sido um ato praticado por rádios privadas, que temem perder investimentos publicitários da iniciativa pública.

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A EVOLUÇÃO

Posted in Uncategorized on maio 15, 2009 by ondacurta

Neste post analisaremos brevemente a evolução do rádio. Com a ajuda dos técnicos em rádio Caio Klein e Luiz Sperotto, conseguimos aprofundar um pouco essa questão. Afinal, como o rádio foi criado? Por quem? Como ele funciona hoje em dia e como agem as rádios atualmente para lidar com a tecnologia? Veremos todo o processo do rádio como aparelho eletrônico até a atualidade, onde o ponto da rádio digital torna-se aparente.

A INVENÇÃO DO RÁDIO

Gugliemo Marconi, cientista italiano, é considerado o inventor do rádio – nasceu em 1874, na cidade de Bolonha. Desde sempre, demonstrou interesse pela área da eletricidade e da física. Foi em 1895, então com 21 anos, que Marconi realizou suas primeiras experiências radiofônicas. Obviamente, com aparatos rudimentares, em uma casa no campo que pertencia ao seu pai. O sucesso foi obtido apenas parcialmente, mas foi crucial para o início da empreitada.
O projeto para pôr o rádio em prática foi recomeçado a partir do momento em que Marconi, sem ter o apoio necessário do governo italiano, rumou para a Inglaterra no ano seguinte. Devido aos interesses comerciais dos ingleses, o projeto pode ser posto em prática de maneira mais assídua.
Após experiências, Marconi foi convidado pelo governo de seu país a regressar à Itália. Então, pode finalmente instalar uma estação (foi em Spezia, para comunicação com navios de guerra). Nesse momento, a marca de 20 quilômetros foi atingida e Marconi recebeu o prêmio Nobel de Física, juntamente com Karl Ferdinand Braun, no ano de 1909.

1920 – Gugliemo Marconi realiza a primeira irradiação musicada;
1922 – Marconi consegue, pela primeira vez, alcançar a Austrália da Inglaterra (transmissão por centelha);
1931 – Foram transmitidos sinais de rádio que ligaram o comutador geral da iluminação do monumento do Cristo Redentor, erguido no Alto do Corcovado, no Rio de Janeiro;

Gugliemo Marconi, em 1937, falece na cidade de Roma, aos 63 anos de idade.

UM CONTRAPONTO: PADRE ROBERTO LANDELL DE MOURA

Seu nascimento ocorreu em Porto Alegre, em 1862. O padre gaúcho Roberto Landell de Moura desenvolveu um aparelho que transmitia e também recebia voz humana sem qualquer necessidade de fios condutores. A primeira experiência nesse sentido, realmente, aconteceu antes de Marconi: no ano de 1893, em São Paulo – mas somente em 1900, Landell de Moura consegueria a patente brasileira de seu invento. Após um ano, sem qualquer apoio do governo brasileiro, parte rumo aos Estados Unidos, onde consegue mais uma patente: a do telégrafo sem fio, um telefone sem fio que transmite ondas. Aos 66 anos, tachado de louco, Roberto Landell de Moura morre em sua cidade natal, no dia 30 de junho de 1928. Para alguns, é este o inventor do rádio que hoje conhecemos.


Abaixo, entrevista com Luiz Sperotto sobre o invento. Clique na gravura abaixo:

Entrevista Luiz Sperotto (Um pouco de história) @ Yahoo! Video

O RÁDIO E A PERSPECTIVA DE MUDANÇA

Podemos dizer que o rádio, hoje, é uma incógnita. Não se sabe ao certo o seu futuro. Alguns apostam na sua migração para a Internet, outros não veem chance de uma mudança muito radical. É uma discussão que ultrapassa o campo do jornalismo e suas várias mídias. O fato é que as grandes rádios pouco se transformaram até então.
“A base continua como sempre”, é o que afirma Caio Klein, Gerente Técnico das Rádios da RBS. Klein se refere ao manuseio e tratamento das aparelhagens de rádio, e das próprias aparelhagens em si, que ainda são as mesmas. Normalmente, esses aparelhos vêm do exterior: “Japão ou Estados Unidos”, garante Klein, que garante que possuem uma grande gama de fornecedores, normalmente de fora.
Luiz Sperotto, diretor técnico da rádio da UFRGS, também é enfático nesse ponto: “Os melhores aparelhos não são oriundos do Brasil. Digamos que eu seja um dono de uma rádio, e tenha dinheiro pra gastar em aparelhagem, eu até posso montar minha rádio 100% nacional, mas a qualidade se reduzirá a 80%”.
Há meses está sendo travada a discussão em torno da rádio digital. As emissoras de rádio digital prometem música sem ruído algum, transmitida por milhares de quilômetros de distância no espaço. Por enquanto, a rádio digital no Brasil inexiste. O modelo nem sequer foi definido pelo Governo Federal, que estuda a tecnologia americana Iboc e o modelo DRM europeu. Sabe-se apenas que o rádio digital brasileiro será híbrido, porque nenhum dos modelos existentes no mundo atende às necessidades do país. No momento, algumas emissoras realizam testes com a Iboc americana.

Luiz Sperotto fala sobre a realidade do rádio. Clique na figura abaixo:
Entrevista Luiz Sperotto (O funcionamento do rádio e o seu futuro) @ Yahoo! Video

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O SOBREVIVENTE

Posted in Uncategorized on abril 3, 2009 by ondacurta

BREVE HISTÓRIA GERAL

Primeiramente, não há certeza de quem é o inventor do rádio. Alguns afirmam que o sistema de transmissão de som através de ondas foi criado pelo italiano Marconi, outros dizem ser o sérvio Nicola Tesla. Até o Brasil está representado nessa “disputa” – pelo padre gaúcho Roberto Landell de Moura, que expôs em São Paulo os seus inventos e teve seu trabalho reconhecido através de méritos de pioneirismo.

Mas foi um americano que, em um momento histórico, fez a primeira transmissão radiofônica. O sujeito em questão é Lee de Forest. Em 1906, ele testou uma válvula tríodo como componente de amplificação eletrônica. O mesmo americano, no ano seguinte, transmitiu programas musicais para a cidade de Nova Iorque. Apesar de experimental, essa transmissão é considerada a primeira com audiência.

Em 1921, um passo maior foi dado. As transmissões, que até então eram locais, passaram a ser internacionais – graças ao surgimento do que dá nome ao nosso blog: ondas curtas.

BREVE HISTÓRIA BRASILEIRA

A primeira emissora surgiu em 1923, com o nome de Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Dezoito anos mais tarde, estreia o programa que viria a ser o marco do radiojornalismo brasileiro: Repórter Esso – A Testemunha Ocular da História. A partir da metade da década de 50, a televisão se popularizou e o rádio começou a perder seus espaços. Desde a década de 70, o FM começa a ter força no país.

Desde 2005, o rádio vem entrando no seu último estágio. Se trata das transmissões digitais. Comemorando os 84 anos do rádio no Brasil, se inicia em 23 de setembro as primeiras transmissões nesse sistema, que até hoje não estão enraizadas no Brasil – e funcionam apenas através de testes.

RÁDIO NA INTERNET

Décadas depois, surge mais um veículo de comunicação no mundo: a Internet. Aquilo que, inicialmente, poderia prejudicar o meio radiofônico, foi responsável por mais uma evolução na história do rádio: as webradios – uma relação mútua entre rádio e Internet.

Sobre o assunto, Guilherme Baumhardt, jornalista e editor-chefe da Band News FM, destaca que “a web abriu oportunidade para rádios segmentadas, destinadas ao público feminino, GLS, religioso e do agronegócio, entre outros”.

A RELAÇÃO ENTRE O RÁDIO E QUEM SE BENEFICIA DELE

Em todas as áreas do jornalismo, a relação entre o público e veículo veio mudando através dos anos juntamente com a tecnologia. A evolução técnica fez os meios terem que se adaptar a uma nova realidade. As pessoas hoje não se satisfazem apenas em receber a informação, elas querem também participar da formação do conteúdo, que é cada vez mais segmentado. Embora a ideia de interatividade pareça atual, não se deve esquecer que o radiojornalismo foi o pioneiro através, por exemplo, do uso do telefone em sua programação, contribuindo com o estreitamento da relação entre jornalista e público.

Sobre a interatividade jornalismo-público, Baumhardt enfatiza que “há 30 anos, a comunicação do público com os veículos de comunicação era feita por cartas e telefonemas, depois vieram os e-mails e as mais recentes são o torpedo de celular e a comunicação via messenger”. Isso mostra uma evolução proporcional entre o próprio jornalismo (especificamente radiojornalismo) e a sua relação com quem se beneficia da informação (no caso, os ouvintes).

Em resumo, o rádio se modernizou. “A linguagem não é mais a mesma. Hoje o rádio é mais dinâmico, mais informal e espontâneo, próximo do cotidiano das pessoas, principalmente nas estações FM”, reitera o jornalista, que prossegue: “a voz do locutor não é mais aquela voz de canhão (vozerão), apesar de algumas rádios tradicionais, como a Guaíba, preservarem esses locutores”.

Essa modernização, no entanto, pode não agradar diferentes nichos de espectadores, pois muitos não acompanham as evoluções técnicas ou tecnológicas. O rádio passou de objeto mais cobiçado da sociedade, aquele que ficava no centro da sala de estar, para coadjuvante. Mas será que o rádio passou a desinteressar o público? Segundo o gerente do IBOPE Domício Torres, essa pergunta não tem resposta. “Para respondê-la, somente realizando uma pesquisa pontual, que levante opiniões dos entrevistados sobre o assunto. Ressalto que o grau de satisfação pode mudar constantemente. As pesquisas de audiência levantam informação, nunca opinião”, explica.

O fato é que, modernizado ou não, o rádio é um sobrevivente. No decorrer de toda a história e, consequentemente, da modificação da comunicação em geral, esteve e sempre estará presente. A extinção foi até cogitada – na criação da tevê e com a chegada da Internet – mas, indo além de simplesmente se manter, o rádio se inseriu nesses meios.

Editor-chefe da Band News FM comenta relação rádio-público

Editor-chefe da Band News FM comenta relação rádio-público

Ouça o áudio da entrevista com Guilherme Baumhardt:

Parte 1 – Linguagem radiofônica – 2’30”

Parte 2 – Radiojornalismo versus radio-entretenimento – 2’45”

Parte 3 – Radiojornalismo na web e sua linguagem – 3’30”

Parte 4 – Novas formas de interatividade no rádio – 3’40”

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Postagem Inicial

Posted in Uncategorized with tags on março 20, 2009 by ondacurta

ONDA CURTA é um blog, criado na disciplina de Jornalismo Digital, que tem o objetivo de informar e discutir o rádio – bem como os seus problemas, qualidades, peculiaridades, inovações – e seu futuro.

Somos Allan Kuwer, Felipe Dalla Valle, Iván Angues e José Zanandréa – do terceiro semestre de Jornalismo da PUCRS -, supervisionados pelos professores Ana Brambilla e André Pase.